Dalí derramou tinta azul no meu Chopp
Ontem, dia 24 foi terça-feira, e terça é (e espero que continue sendo por um bom tempo, como tem sido) dia de chopp em dobro! Felicidade em dobro, alegria multiplicada, um balão que sobe duas vezes mais alto gastando menos do meu gás bem rarefeito. Deixemos de metáforas e vamos pro que interessa.
Fui à Drinkeria Maldita encher devidamente minha pobre cara e bem acompanhado de amigos. Então estávamos lá, bebendo, não mais que bebendo. Mas de repente eu sinto, aqueles relógios derretendo, os elefantes de pernas finas... eu sinto, o surreal está se aproximando, as coisas estão ficando enevoadas, aquele clima tenso, o ar que pode ser cortado com uma faca (e passado no pão na falta de manteiga). Algo está por vir.
Eu me viro e vejo atrás de mim, um bebê em cima de uma mesa, equilibrando-se trôpego e capenga, sob as vistas de pessoas babonas e flashes explosivos de máquinas nervosas. Ouço pessoas falando incongruências que eu nem lembro mais, os garçons sumiram, tem chopp derramado na mesa, eu estou ficando bêbado... Sim, algo espreita, o ambiente está propício.
Pois então, foi batata. E azul ainda por cima. Eu explico.
Estou lá, conversando, no segundo andar, eu meio virado pra escada. De repente eu estou olhando naquela direção e começa a subir uma coisa azul. Um chapéu de bobo da corte. Depois uma cara, azul. Depois um corpo, roupas cheias de frou frou e balagandans. Tudo azul. Tocando violino! Então eu pensei "Ah meu Deus, as drogas... O que é aquilo?" O cara vem chegando perto de mim e eu ouço que ele está tocando Por una Cabeza, do Gardel, que eu adoro. Falei com ele "manda bem hein!" ele sorriu e continuou.
Aí foi uma enxurrada. Apareceu uma mulher com bolas tipo Bowie em Labirinto, outro cara com um Devil Stick, outro cara com uma câmera e um monitor na barriga, e mais uns outros. Aí fudeu. Como eu estava bêbado já estava achando que o Cirque du Soleil tinha invadido a porra do bar, e não tava entendendo mais nada. Todo mundo 100% azul. Eis então que surge uma explicação.
Me vem uma morena estonteante e me fala "Olá, meu nome é Morena". Porra. Ainda bem que ela não se apresentou dizendo "Olá, eu sou a Morena" porque aí eu ia ficar confuso mesmo. Eu me segurei mas eu quase dei uma resposta cretino-galanteadora, mas acabei só respondendo "Oi morena". Bom, Morena me explica que aquilo era uma desas propagandas modernosas da Ballantines, com o título de "Deixe uma impressão" ou algo do tipo. Eu prontamente respondi:
- Olha Morena vocês me deixaram é com uma impressão surreal danada.
Ela adorou. O rosto de marketeira dela se iluminou e perguntou:
- Ah que ótimo! Puxa você podia deixar um depoimento então? Fale isso!
- Hein? Depoimento?
- Sim, nós vamos filmar você dando esse depoimento, tudo bem?
Eu pensei "fudeu, eu tô pra lá de Bagdá e nego vai me filmar trêbado falando sobre uns caras de azul que invadiram o Bar".
- Ah foda-se, tudo bem eu falo.
Aí veio o cara do monitor da barriga me filmar. A luz era tão forte na minha cara que eu falei olhando pra baixo com a tulipa de chopp na mão, deve ter saído ridículo. Eu nem lembro o que disse mas depois aplaudiram (devo ter falado alguma merda). O Fred se empolgou e também deu um depoimento, fingindo que era judeu com um sotaque muito mal feito, foi hilário. Depois foram embora.
É, deixaram uma impressão mesmo. Eu fiquei com a impressão de que eu bebi demais, porque quando você começa a ver Smurfs fazendo malabares, porra, não pode ser um bom sinal.
Ah, aparentemente os vídeos saem no site da Ballantine's. Espero que o meu não.
Fui à Drinkeria Maldita encher devidamente minha pobre cara e bem acompanhado de amigos. Então estávamos lá, bebendo, não mais que bebendo. Mas de repente eu sinto, aqueles relógios derretendo, os elefantes de pernas finas... eu sinto, o surreal está se aproximando, as coisas estão ficando enevoadas, aquele clima tenso, o ar que pode ser cortado com uma faca (e passado no pão na falta de manteiga). Algo está por vir.
Eu me viro e vejo atrás de mim, um bebê em cima de uma mesa, equilibrando-se trôpego e capenga, sob as vistas de pessoas babonas e flashes explosivos de máquinas nervosas. Ouço pessoas falando incongruências que eu nem lembro mais, os garçons sumiram, tem chopp derramado na mesa, eu estou ficando bêbado... Sim, algo espreita, o ambiente está propício.
Pois então, foi batata. E azul ainda por cima. Eu explico.
Estou lá, conversando, no segundo andar, eu meio virado pra escada. De repente eu estou olhando naquela direção e começa a subir uma coisa azul. Um chapéu de bobo da corte. Depois uma cara, azul. Depois um corpo, roupas cheias de frou frou e balagandans. Tudo azul. Tocando violino! Então eu pensei "Ah meu Deus, as drogas... O que é aquilo?" O cara vem chegando perto de mim e eu ouço que ele está tocando Por una Cabeza, do Gardel, que eu adoro. Falei com ele "manda bem hein!" ele sorriu e continuou.
Aí foi uma enxurrada. Apareceu uma mulher com bolas tipo Bowie em Labirinto, outro cara com um Devil Stick, outro cara com uma câmera e um monitor na barriga, e mais uns outros. Aí fudeu. Como eu estava bêbado já estava achando que o Cirque du Soleil tinha invadido a porra do bar, e não tava entendendo mais nada. Todo mundo 100% azul. Eis então que surge uma explicação.
Me vem uma morena estonteante e me fala "Olá, meu nome é Morena". Porra. Ainda bem que ela não se apresentou dizendo "Olá, eu sou a Morena" porque aí eu ia ficar confuso mesmo. Eu me segurei mas eu quase dei uma resposta cretino-galanteadora, mas acabei só respondendo "Oi morena". Bom, Morena me explica que aquilo era uma desas propagandas modernosas da Ballantines, com o título de "Deixe uma impressão" ou algo do tipo. Eu prontamente respondi:
- Olha Morena vocês me deixaram é com uma impressão surreal danada.
Ela adorou. O rosto de marketeira dela se iluminou e perguntou:
- Ah que ótimo! Puxa você podia deixar um depoimento então? Fale isso!
- Hein? Depoimento?
- Sim, nós vamos filmar você dando esse depoimento, tudo bem?
Eu pensei "fudeu, eu tô pra lá de Bagdá e nego vai me filmar trêbado falando sobre uns caras de azul que invadiram o Bar".
- Ah foda-se, tudo bem eu falo.
Aí veio o cara do monitor da barriga me filmar. A luz era tão forte na minha cara que eu falei olhando pra baixo com a tulipa de chopp na mão, deve ter saído ridículo. Eu nem lembro o que disse mas depois aplaudiram (devo ter falado alguma merda). O Fred se empolgou e também deu um depoimento, fingindo que era judeu com um sotaque muito mal feito, foi hilário. Depois foram embora.
É, deixaram uma impressão mesmo. Eu fiquei com a impressão de que eu bebi demais, porque quando você começa a ver Smurfs fazendo malabares, porra, não pode ser um bom sinal.
Ah, aparentemente os vídeos saem no site da Ballantine's. Espero que o meu não.



1 reclamaÇÕES :
Impressionante! Fico você, trêbado, olhando sua própria entrevista na barriga do cara, que devia ser uma versão sarada de um Teletubbie.
Pena que eu perdi essa!
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