Dia 19, Domingo, foi o primeiro dia do
Bourbon Street Fest. Ao ar livre, no MAM 13h. Foi excelente! Começou com uma bandinha de metais que eu não lembro o nome lá de SP, que abriu para o
Wild Magnolias. O show deles foi muito foda, muito agitado, carnaval total, pessoas dançando, pulando, sorrisos pra todo lado. Cordões jogados pra galera, tamborins (pegamos os dois). Logo depois veio a Erica Falls e também fez um show muito bom, mais Soul e R&B. Foi um dia bonito, ensolarado, perfeito. Mas ainda tinha o segundo dia do festival!
Dia 23 (ontem), quinta-feira às 21:30, foi o dia indoor do evento, que era pago, e que tinha a pretensão de não ser tão povão e carnaval quanto o primeiro, intenção essa que se fazia notar pelo fato de só haverem mesas no lugar, sem pista. Mas não adiantou, já explico. Primeiro falemos sobre as entradas.
Custavam 45 reais, e quem tivesse a bandana da vivo que deram no primeiro dia, pagava só metade, e estudantes também. Eu cheguei com a Thays e esperamos um tempo pelo Ogro, Vivi e Bia. Em um momento que a bilheteria estava vazia, eu resolvi ir comprar minha entrada de uma vez (e eu tinha esquecido a merda da bandana em casa). Então um cara me pára no meio do caminho, perguntando se eu ia comprar, porque ele tinha entradas sobrando. Eu obviamente pensei: “Ele quer me vender, vamos ver se vale a pena” e fui conversar com ele. No fim das contas, o cara queria era me dar a entrada. Me deu. Assim, do nada, de graça. Apertei a mão dele, agradeci, ele saiu correndo lá pra dentro pra ver o show. E foi assim que eu entrei de graça, mais uma vez!! Era um dia de sorte, e estava só começando!
Primeiro veio a apresentação do trio vocal feminino chamado
Topsy Chapman & Solid Harmony. Vozes incríveis, músicas muito enérgicas, bem spiritual e gospel, e outras muito bonitas e mais suaves. Foi muito bom, tirando aquele típico público carioca idiota que senta na mesa e fica conversando como se estivesse num Bar com música ao vivo em vez de num show de jazz. Que raiva desses playboys engravatados que não tem bom gosto...
Até aí, estavam todos nas mesas comportados, mas veio então a
Chubby Carrier & the Bayou Swamp Band com o som diferente do
Zydeco, música Creole meio funky e rock com acordeon. Muito foda! Música muito agitada, alegre, animada, pra dançar mesmo. Então a banda chamou todos para fazerem uma pista de dança ali na frente do palco, naquele corredor de fotógrafos e seguranças. Aí virou bagunça, e foi insano!
Muita gente levantou e foi pra lá, e tava animado pra cacete, os caras da banda eram muito figuras, faziam várias palhaçadas. Principalmente um negão que tava com uma camisa roxa, um chapéu, uma calça colada e tocando pandeiro e maracas. Ficava se sacolejando e rebolando, e fazendo passinhos cômicos. Uma figura, parecia o
Richard Pryor doidão.
Lá na frente, a banda fez várias estripulias com o pessoal dali. Jogaram cordões de Mardi Gras (como no primeiro dia), dançaram, tocaram com pessoas da platéia, foi excelente. Certo momento eles começaram a tocar uma música que chamava “who stole my hot sauce?” ou algo assim. E veio um deles com um vidrinho de Tabasco, desafiando as pessoas para beberem! Desnecessário dizer que eu, Ogro e mais umas 4 pessoas bebemos tabasco! O cara sentou na beirada do palco e ia jogando na boca de quem se dispusesse. Foi muito foda, e ardeu bastante na hora mais depois nem percebi mais.
Depois, no final do show, várias pessoas subiram ao palco pra dançar uma última música com a banda, incluindo eu e Ogro, de novo, claro. Saímos esgotados dali pra fora, e ficamos conversando com um gringo muito gente boa que a gente já tinha visto no primeiro dia (pq era o cara mais empolgado de todos) e ele viu as fotos que o Ogro fez dele na internet. Bom ficamos por ali, e no bar na entrada estava o negão figura da banda dando um tempo, batendo um papo. Fui lá, chamei o cara pra tirar foto com a gente, “Hey Mister Tambourine Man!”. Tiramos todos fotos, depois fiquei conversando com ele. Dentre várias coisas, ele me pergunta se eu toco alguma coisa, e eu digo que toco um pouco de gaita e violão. Aí ele se empolgou, disse que um dos caras da banda tinha umas gaitas fodas, “Vamos lá atrás que eu vou te apresentar o pessoal e você pode comprar uma gaita dele!”
Fomos correndo pros fundos, a Banda já estava na Van, falei com eles e com o cara da gaita, mas ele não tinha mais nenhuma. O negão então resolveu voltar lá dentro pra pegar alguma coisa pra mim. Eu disse, cara, não se atrase por causa minha, o pessoal tá te chamando. Ele disse: “AHH, fuck them!”. Então me falou pra eu dar a volta por um outro lugar e encontrar ele na saída. Mas aí eu me perdi no labirinto de escadas, demorei e ele já tinha ido embora, infelizmente. Mas não importa, já foi foda mesmo assim!
Bom, foi impressionante como tanto no Domingo quanto na Quinta, tudo correu da melhor maneira possível. Não tinha como ser melhor! Cada vez mais eu e Ogro só nos damos bem nesses eventos, é uma coisa sem explicação. Talvez seja porque a gente fica realmente animado, muito feliz de estar ali, e sempre acontecem coisas como essas, e só com a gente! Esse deve ser o segredo. Para nos divertir e ter uma história pra contar, estamos dispostos a quase tudo, e a vergonha que vá pra casa do caralho!
No espírito do Mardi Gras, nada nunca dá errado!